segunda-feira, 12 de março de 2012

Dicas para arrecadação com incentivos



       Saber a diferença entre imunidade e isenção. (tabela no final do Texto)
        A vantagem para doar para uma organização com qualificação de OSCIP ou Utilidade Pública Federal é de 34% e normalmente o doador apóia pela causa e não pelo incentivo. 66% é doação pura.
        Alguns Fundos Municipais da Criança e Adolescente permitem direcionar as doações para projetos específicos. Os fundos destas cidades captam muito mais que as cidades que não permitem o direcionamento
       Grande mudança esperada há muito tempo: a partir deste ano o doador pessoa física poderá fazer a doação para o Fundo da Criança e do adolescente junto com a entrega do Imposto de renda e não mais no último dia do ano (limitado a 3%).
        8 milhões de pessoas entregam imposto de renda pelo modelo completo e são possíveis doadores para projetos incentivado, porém muito poucos utilizam. 15.000 pessoas na lei da cultura; 1,5% dos valores.
         Por volta de 150 mil empresas declaram imposto de renda pelo regime do lucro real, sendo 25 mil relevantes para incentivos
       O incentivo ao Esporte permite doar 1% do Imposto de Renda das empresas que declaram pelo regime do lucro real para projetos de desporto educacional, participação e rendimento. Existe 400 milhões de reais para estas ações que em 2011 consegui mobilizar 50%.
        Novos limites:
§  Pessoa Jurídica 5 projetos ativos por ano
§  R$ 35 milhões (exceção cooperativas)
§  Pessoa Física 2 projetos ativos por ano R$ 596 mil
§  6.300 projetos por ano (ano passado foram 15.000).
  • Na lei Rouanet, o proponente pode receber até 10% do orçamento (limitado a 100 mil) a título de serviços prestados.
  •  O limite do custeio do serviço de captação de recursos é  10% limitado a 100 mil reais.
  •  Na prestação de contas não será preciso autorização para  alterações para mais ou menos de 15% de cada linha do orçamento.

IMUNIDADE
ISENÇÃO
Regida pela Constituição Federal.
Regida por legislação infraconstitucional.
Não pode ser revogada, nem mesmo por Emenda Constitucional.
Pode ser revogada a qualquer tempo.
Não há o nascimento da obrigação tributária.

A obrigação tributária nasce, mas a entidade é dispensada de pagar o tributo.

Não há o direito de cobrar o tributo.

Há o direito de cobrar, mas ele não é exercido.

sábado, 21 de janeiro de 2012

9 Dicas para gerar mais resultados com a venda de produtos para o 3o Setor

Abaixo, 9 dicas do que se deve ter em mente ao se pensar na venda de produtos para o Terceiro Setor

  • Planejamento
  • Estatuto
  • Impostos
  • Plano de Negócios
  • Tag
  • Onde Vender
  • Marketing e Marca
  • Criatividade e Inovação
  • Avaliação e Monitoramento
Veja mais no nosso slideshare! (aqui)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ONGs na mídia

Veja (aqui) a interessante matéria no blog da Gloria Kalil. A matéria fala sobre as ONGs selecionadas pelo Fashion Business para fazerem parte do movimento por uma econômia de moda solidária. Vale a pena conferir!

Ano-novo



A contagem regressiva acabou. Já gritamos “Feliz Ano Novo”, já pulamos ondinhas e já fizemos nossos pedidos. Agora, o ano começou de verdade e a mesma pergunta de sempre se impõe: será que esse foi mais um ano de fazer promessas, ou será um ano de cumpri-las?

Janeiro é um mês interessante porque é o mês em que esse conflito fica mais evidente – é o mês em que tudo ainda é possível. É o mês em que, normalmente, estamos mais esperançosos. Que bom que seja assim – é bom imaginar que a passagem das 23:59 para as 0:00, o segundo que separa os anos, pode mudar algo.

No entanto, na nossa vida profissional pelo menos, é importante complementar os desejos e pedidos com metas e objetivos. É fundamental adicionar planejamento à esperança. Enfim, é preciso transformar devaneio em ação.

Assim, acredito que, o primeiro passo do ano deva ser olhar o planejamento. Caso não se tenha um, é importante fazê-lo. O planejamento estratégico (como falei aqui) é uma maneira de priorizar os objetivos e metas de uma organização de acordo com a  capacidade  de execução do seu pessoal. 

Por isso, é importante  rever o planejamento estratégico: além dele organizar as nossas ações, ele nos coloca o que  será viável . Essa idéia é imprescindível  no começo do ano, quando da empolgação da passagem, esquecemos de separar aquilo que gostaríamos de fazer daquilo que podemos de fato realizar. O planejamento estratégico não é apenas importante para afastar preguiça e ineficiência, é importante para transformar emoção em ações racionais.

Sei que essa ideia (que devemos transformar emoção em ação racional) pode soar estranha, ou até de mau gosto. Mas ela é muito importante. Isto porque se a emoção tem uma carga enorme no que fazemos – e o trabalho de uma pessoa apaixonada pelo que faz sempre será melhor do que o de um burocrata entediado – ela não pode ser um fim em si mesma. Isto porque a paixão e as outras emoções são de natureza difusa, se não alcançam os seus objetivos, tendem em se apagar em frustrações. Quer dizer, a ação racional (o planejamento) é a maneira como tentamos colocar um objeto realizável para as emoções – transformar a sua ação difusa em concentrada; é a forma  de garantir que a empolgação do começo do ano encontre um alvo adequado, e não se desgaste ao longo dos meses

Desejo que seja um  ano bom para todos. Que este ano será tanto melhor quanto conseguirmos focar nossa empolgação de ano novo, a partir de um plano construído com cuidado, para a realização de nossas metas. Vamos transformar nossos desejos em realidade, a partir de planejamento e de um plano de ação concreto. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Modelos Administrativos - e a função de uma consultoria




Após algum tempo tentando escrever sobre um dos modelos de análise organizacional que utilizo em meu dia a dia, percebi algo simples e fundamental. Apesar do modelo em questão ser perfeito para algumas situações, ele pode ser pouco adequado para outras. E o mesmo vale para todos os modelos do mercado. Os modelos são como ferramentas - um martelo é ideal para prender um prego na parede, mas  pouco útil para furar algo. Assim, devemos ter em mente que, mais importante do que se fixar obsessivamente em um determinado modelo, é fundamental tentar compreender os campos de atuação ideais de cada um.

Um modelo como o trevo, de Antonio Luiz de Paula e Silva, por exemplo, é particularmente interessante quando utilizado para examinar os impactos cruzados de diversas facetas de uma organização. Em particular, acho essa ferramenta bastante interessante por chamar a atenção para a importância da relação entre a missão da organização e a demanda social que produziu, ou deveria ter produzido. Em outras palavras, a faceta mais interessante da ferramenta é a capacidade de fazer perceber a importância do "quadrante" Sociedade/ Instituição. - e a insistência na necessidade de se calcular os custos para verificar a elegibilidade de um projeto. Se buscarmos uma análise mais detalhada de um planejamento financeiro, entretanto, esse modelo talvez não se mostre o mais ideal.

 Existem ferramentas que chamam atenção para outros fatores. É o caso da BCG, que chama mais a atenção para a necessidade de um plano estratégico e de marketing
 Por isso, acredito na importância e no valor de consultorias. Não apenas no terceiro setor, mas em todos. A importância não deriva de um conhecimento mais profundo do setor em ocorre a consultoria. Não posso falar, por exemplo, como uma ONG ligada à educação deve elaborar seus projetos. Por mais que eu possa ter uma melhor noção de mercado e da facilidade de “venda” de cada projeto, seria um erro atropelar as razões pedagógicas e técnicas por detrás da construção de um projeto. (elementos que estão além da minha formação).

 Nesse sentido, uma consultoria deve empreender uma ação que leve o insight para dentro das organizações. Com isso quero dizer que o trabalho de uma consultoria está em seu auge quando utilizamos alguma técnica que permita que a instituição perceba os seus buracos, as suas necessidades e possa, a partir dessa nova visão, compreender o sentido das mudanças necessárias. De fato, não é o consultor que fará a recomendação (ele não possui um livro mágico), mas a própria organização que poderá descobrir os sentidos das mudanças necessárias, por meio da facilitação de um agente externo.

No caso inicial do modelo do trevo, é fundamental levar às instituições a noção de que o direcionamento da organização é tanto mais importante quanto maior for a demanda social para o seu trabalho. Assim, em um país como o Sudão, uma ONG que ajude em conflitos sociais é mais importante do que uma que lide com a questão da fome (o Sudão, ao contrário do que se possa pensar, é um país basicamente rural que não tem dificuldades na produção de insumos alimentícios). É evidente que as organizações já fizeram essa reflexão em algum momento - mesmo que de forma inconsciente. O modelo do trevo ajuda a trazer essa reflexão para o plano consciente. Mais ainda, permite mostrar ao mundo essa relação, contando a importância dos projetos da organização para qualquer pessoa que esteja disposta a ouvir. Isso, claro, inclui os potenciais patrocinadores e contribuidores à causa.


domingo, 27 de novembro de 2011

Sobreviver e viver


Milhões de pessoas acordaram hoje simplesmente porque não morreram ontem.

Essa é umas das frases mais fortes que ouvi nos últimos tempos. Ela traz a tona não apenas os nossos medos, mas, possivelmente, algo de como vivemos nossas vidas. Tal como autômatos, muitos de nós entramos em nossos carros, chegamos ao trabalho e reclamamos do clima como se esse fosse o sentido dos nossos dias.

Andamos com a sensação de que a única diferença entre um dia e outro é o número marcado no calendário. Os nossos objetivos se resumem às férias de fim de ano. Vivemos como se fosse absolutamente lógico sofrer 330 dias para gozar de 30.

É por isso que, quando ouvi essa frase, fiquei tão nervoso. Milhões de pessoas acordaram hoje simplesmente porque não morreram ontem.  
No fundo, a pergunta é: e eu? Porque eu acordei hoje? Acordei com o automatismo de quem dá um nó na gravata, ou para realizar algo? Acordei para viver ou apenas para sobreviver?

O que dá sentido ao dia é a possibilidade de acordar com um plano em mente. Quer dizer que para se dar sentido ao acordar, não basta sabermos o que queremos atingir daqui a dez anos. É preciso saber exatamente o que faremos hoje (e amanhã e semana que vem) para atingir o nosso objetivo maior. Isto é planejamento

Mais do que perceber um motivo para acordar, vale a pena procurar um motivo para acordar feliz. E essa é a particularidade do terceiro setor – pelo menos se levarmos em conta o conceito de felicidade dos gregos. Os gregos acreditavam que felicidade é a possibilidade de realizar alguma coisa para o bem comum. A felicidade não deve ser medida olhando-se para dentro de uma pessoa, mas para fora, para o que ela fez.

Felicidade significa ter um plano do que devemos fazer para realizar nossos objetivos. Para realização pessoal fazer mudanças no mundo que sonhamos antes de acordar. A escolha de trabalhar com Ongs implica em acreditar, superar desafios e ter a certeza no fim do dia de que valeu a pena ter acordado hoje.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mesmo sendo para elite, festival SWU teve incentivo de R$ 6,2 mi do MinC

Excelente texto de Alana Rizzo, sobre os desvios de propósito no festival SWU acontecido na semana passada, no interior de São Paulo.

Mesmo com parecer pela reprovação, o Ministério da Cultura autorizou a captação, por meio de renúncia fiscal, de R$ 6,2 milhões para o festival de música SWU. A proposta "requentada" do ano anterior pela produtora do evento foi rejeitada porque não apresentava critérios claros de democratização do acesso. Os ingressos custam R$ 290 por dia ou R$ 735 o passaporte para três dias. A decisão do secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes Parente, contraria ainda recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) de descentralizar recursos da Lei Rouanet. O festival começa hoje em Paulínia, interior de São Paulo, e vai até segunda-feira com a participação de artistas nacionais e internacionais.

Para o parecerista da Comissão de Incentivo à Cultura (Cnic), o projeto não atende à legislação porque o preço dos ingressos é inacessível à população em geral. A produtora informou que iria doar 10% dos ingressos para estudantes e órgãos destinados a prover cultura. "Serão feitas promoções com veículos de comunicação para proporcionar ingressos a preços inferiores aos apresentados, que, por sua vez, são acessíveis à população", diz o projeto.

A justificativa para o preço do ingresso é de que o consumidor terá acesso a shows de cerca de cinco grandes artistas por dia. "Assim, ressaltamos que o valor dos ingressos é sim democrático, na medida em que possibilita o acesso a inúmeros shows. Os valores apresentados são, por vezes, inferiores a eventos com um só artista", afirma a produtora.

Outras irregularidades também foram apontadas pela Cnic: os períodos de realização da pré-produção e do evento estavam inadequados, e a planilha orçamentária não discriminava gastos e incluía despesas desnecessárias, como locação de sete helicópteros, despachante por R$ 102,9 mil e aluguel de caminhões de R$ 52,5 mil. As informações sobre a equipe técnica e os respectivos custos também não eram claras. O gasto com produtor musical é de R$ 40 mil e assistentes de produção receberão R$ 84 mil e R$ 30 mil.

Prorrogação
O projeto analisado pelo ministério é relativo ao festival de 2010, que aconteceu em Itu (SP), entre 9 e 11 de outubro, e tinha outra seleção de artistas. Em 4 de novembro do ano passado, a D+ Brasil Entretenimento, Conteúdo e Comunicação Total Ltda. encaminhou ofício pedindo a prorrogação do projeto aprovado em 2010 para o festival deste ano. Segundo a produtora, não houve tempo hábil de captação e de realização do evento, em Itu, com os recursos da renúncia. O prazo expira em 31 de dezembro.

A reportagem entrou em contato com a produtora D+ na terça-feira e encaminhou todos os questionamentos por e-mail. Até o fechamento desta edição, ninguém retornou. Segundo o ministério, o projeto recebeu parecer favorável depois de ser revisto pela Funarte e pela Cnic. A reportagem solicitou a documentação, que foi negada pela pasta. Nenhum parecer favorável consta no sistema de aprovação de projetos culturais. Com relação à democratização e ao preço dos ingressos, a informação é de que "a Lei Rouanet não estabelece valores-limite para cobrança de ingressos em projetos patrocinados com incentivo fiscal". Sobre ingressos distribuídos para funcionários, a informação é de que o ministério ainda não recebeu nenhuma entrada.